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domingo, 4 de junho de 2017

Bolsonaro afirma em entrevista polêmica, que a morte suspeita de dois políticos beneficiaram Lula em 2002

O deputado federal e pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSC), bateu um papo com o jornalista Rica Perrone e o vídeo já está repercutindo nas redes sociais. A conversa de pouco menos de 15 minutos foi publicada na íntegra pelo canal “Cara a Tapa”, mantido por Perrone no YouTube.

Entre assuntos polêmicos, #bolsonaro recordou as mortes do deputado federal Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), por infarto, em 1998, e do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT-SP), assassinado em 2002.
Polêmica

Rica Perrone perguntou a Bolsonaro se ele achava que Celso Daniel, Teori Zavascki, ministro do Superior Tribunal Federal (STF) e Eduardo Campos, candidato à Presidência nas eleições de 2014, teriam sido assassinados.
“Eu tenho mais uma figura para botar neste caldeirão. Eu perguntaria, e dificilmente você saberá me responder: quem seria eleito presidente da República em 2002? É difícil você responder, porque eu estou na política, é a mesma coisa de futebol, se você perguntar para mim, eu não sei”, disse o parlamentar.

“Seria Luís Eduardo Magalhães e ele morreu infartado ou ‘morreram’ infartado, em 1998. Com a morte dele e com a tortura e morte de Celso Daniel, em 2002, as portas se abriram para o PT e o PT fez o Lula”, prosseguiu Bolsonaro.

O herdeiro de Antônio Carlos Magalhães sofreu um infarto no dia 21 de abril de 1998, aos 43 anos de idade. Luís Eduardo Magalhães provavelmente seria candidato do PFL ao governo da Bahia, onde a vitória era quase certa já que ACM dominava o cenário político local.

Dali a quatro anos, em 2002, o nome de Eduardo Magalhães era o mais cotado para a sucessão de Fernando Henrique Cardoso, em uma aliança que teria PSDB e PFL. Com a morte do deputado federal, o ex-ministro da Saúde, José Serra foi o escolhido para concorrer à Presidência da República. Lula venceu a disputa no segundo turno.

Celso Daniel seria o coordenador da campanha de Lula, mas em janeiro de 2002 foi assassinado, após ser sequestrado em São Paulo depois de um jantar no bairro nobre dos Jardins.

O inquérito da Polícia Civil à época mostrou que o prefeito de Santo André foi vítima de crime comum – tese ratificada pelo PT. Já familiares de Celso Daniel acreditam em crime político. Até hoje, o caso segue enigmático.

Sete pessoas ligadas ao crime morreram em situações misteriosas, incluindo acusados, testemunhas, um agente funerário, o legista do caso e um investigador. Bolsonaro falou ainda que a prisão de Lula está madura.

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